Quase duas toneladas e meia de drogas, apreendidas pela Polícia Federal (PF) nos últimos três anos, foram incineradas na manhã de ontem, em uma cerâmica localizada no distrito de Telha, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A determinação para que o material fosse destruído partiu do Poder Judiciário, depois que os processos foram julgados.
De acordo com o delegado Eliomar Lima Júnior, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a maior parte das apreensões foi de maconha, entretanto, ele revelou que houve um aumento considerável de apreensão de pedras de crack.
O titular da DRE e o coronel PM Carlos Ribeiro, da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol), ressaltaram que mais de 90 por cento do homicídios têm a droga como fator motivador, seja na eliminação de usuários endividados, seja na disputa pelo controle de pontos do tráfico.
Para pior
Durante a entrevista coletiva, o delegado Eliomar Lima Júnior foi indagado se a descriminalização do uso de drogas acarretaria alguma mudança para a sociedade. "Caso isso ocorra, haverá uma grande mudança, para pior", respondeu.
O superintendente regional da PF, em exercício, delegado Tarcísio de Abreu Júnior, comandou o ato de incineração. Ele disse que a tendência é que PF apreenda muito mais drogas durante este ano. Somente neste primeiro semestre, foram apreendidos 1,1 mil quilos, entre maconha, cocaína, crack e comprimidos psicotrópicos. "Isso representa o equivalente a 84 por cento de toda a droga apreendidas por nós no ano passado", disse o delegado federal.
Farejador
Desde a morte do cão ´Flayer´, há dois anos, a PF no Ceará estava realizando operações, principalmente no Aeroporto Internacional Pinto Martins, sem a ajuda de um animal farejador. Nesta semana, o cão "Roberto" foi mandado e já mostrou trabalho, localizando um quilo de cocaína.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1153477
















Lista do TCM inclui um conselheiro
Quando no exercício do cargo, o hoje conselheiro Hélio Parente deixou de apresentar a prestação de contas do seu período de gestor dentro do prazo legal estipulado pela legislação e isso motivou uma condenação por parte do Tribunal de Contas.
A lista do Tribunal de Contas dos Municípios a ser apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) serve para que o Ministério Público e a própria Justiça Eleitoral tenham elementos para decidir sobre as questões relacionadas à inegibilidade dos candidatos. O Ministério Público denuncia os que tiveram contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas e a Justiça decide se há ou não fundamento legal para a impugnação.